Enxaqueca: Sintomas, Causas, Gatilhos e Tratamentos

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Enxaqueca: causas, sintomas e tratamentos completos

⚕️ Este artigo tem caráter meramente informativo e não substitui a consulta médica. Consulte sempre o seu médico para interpretar os seus resultados.

A enxaqueca vai muito além de uma dor de cabeça comum. É uma condição neurológica frequente que provoca dor intensa, geralmente pulsátil, quase sempre em um lado da cabeça, acompanhada de náusea e forte sensibilidade à luz e ao som. Uma crise pode durar de algumas horas a três dias e dificultar o trabalho, os estudos e a vida em família. Cerca de uma em cada sete pessoas no mundo convive com essa condição, e ela está entre as principais causas de incapacidade em adultos com menos de 50 anos. Este artigo explica o que é a enxaqueca, as fases de uma crise, as causas e os gatilhos, como o médico chega ao diagnóstico e os tratamentos disponíveis hoje, incluindo as opções mais recentes. Você também vai descobrir quais exames de sangue podem ajudar a descartar outras causas de dores de cabeça recorrentes.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma doença neurológica de origem genética que afeta o cérebro e seus vasos sanguíneos. Não se trata de uma simples reação ao estresse ou ao cansaço. Durante uma crise, ondas de atividade elétrica e química se propagam pelo cérebro, nervos da face como o nervo trigêmeo são ativados e os níveis de uma molécula sinalizadora chamada CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina) aumentam. Essa cascata de reações provoca a dor e os outros sintomas tão conhecidos por quem sofre de enxaqueca.

A enxaqueca tende a ser hereditária e é mais comum em mulheres, em grande parte devido à influência hormonal. Geralmente começa na adolescência ou no início da vida adulta e pode mudar de padrão ao longo da vida, às vezes diminuindo após os 50 anos.

A enxaqueca é comum e frequentemente subestimada. Pesquisas globais de saúde a classificam entre as condições mais incapacitantes em pessoas em idade ativa, mas muitas que convivem com ela nunca receberam um diagnóstico formal. Enxergar a enxaqueca como uma doença neurológica de verdade, e não como uma queixa menor, é o primeiro passo para um cuidado melhor — e ajuda a explicar por que os sintomas podem variar tanto de uma pessoa para outra e até de uma crise para outra.

Tipos comuns de enxaqueca

Os médicos reconhecem diversas formas:

  • Enxaqueca sem aura: o tipo mais comum, com dor de cabeça e sintomas associados, mas sem sinais neurológicos de aviso.
  • Enxaqueca com aura: dor precedida ou acompanhada por alterações visuais, sensitivas ou de fala temporárias.
  • Enxaqueca crônica: dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês durante pelo menos três meses, com características de enxaqueca em pelo menos oito desses dias.
  • Enxaqueca vestibular: crises dominadas por tontura e problemas de equilíbrio, às vezes com pouca dor de cabeça.
  • Enxaqueca menstrual: crises fortemente associadas ao ciclo menstrual e à queda nos níveis de estrogênio.

As quatro fases de uma crise de enxaqueca

Nem toda crise inclui todas as fases, mas muitas enxaquecas seguem um padrão reconhecível. Conhecer essas fases ajuda a agir cedo, tomar o medicamento no momento certo e planejar o dia.

FaseO que aconteceTempo típico
PródromoSinais de alerta sutis, como mudanças de humor, desejo por certos alimentos, bocejos, rigidez no pescoço ou sedeHoras a um ou dois dias antes da dor
AuraSinais visuais reversíveis (luzes piscando, pontos cegos), formigamento ou dificuldade para falar5 a 60 minutos, geralmente logo antes da dor
Crise (dor de cabeça)Dor pulsátil, geralmente em um lado da cabeça, com náusea e sensibilidade à luz, ao som e ao cheiro4 a 72 horas
Pós-dromoUma ressaca da enxaqueca com cansaço, baixo astral e dificuldade de concentraçãoAté um ou dois dias após a dor

Causas e gatilhos mais comuns

Não existe uma causa única para a enxaqueca. O que ocorre é que uma sensibilidade herdada do sistema nervoso torna o cérebro mais reativo a certas mudanças internas e externas. Essas mudanças são chamadas de gatilhos. Os gatilhos não causam enxaqueca por si só, mas podem desencadear uma crise em quem já tem predisposição. Manter um diário de dores de cabeça é uma das formas mais úteis de identificar padrões pessoais.

Alguns gatilhos estão relacionados à química do organismo, que pode ser medida. A desidratação, por exemplo, é um gatilho frequente, e um profissional de saúde pode explicar os riscos da desidratação e da pressão arterial baixa. Níveis baixos de magnésio também estão associados à enxaqueca e, quando as crises são frequentes, o médico pode solicitar um exame de sangue de magnésio. Muitas pessoas também têm um limiar individual: um único gatilho pode ser inofensivo, mas vários juntos — como uma noite mal dormida, uma refeição pulada e uma manhã estressante — podem romper esse limite e desencadear uma crise. Por isso, a prevenção costuma focar em hábitos diários estáveis, e não em evitar um único alimento.

Gatilhos comuns da enxaqueca

CategoriaExemplos
HormonaisMenstruação, queda de estrogênio, gravidez, menopausa
AlimentaresRefeições puladas, álcool (especialmente vinho tinto), queijos envelhecidos, embutidos, mudanças bruscas no consumo de cafeína
DormirSono insuficiente ou em excesso, jet lag, trabalho em turnos
EstresseEstresse emocional ou o período de alívio logo após uma situação estressante
SensoriaisLuzes fortes ou piscantes, barulho alto, cheiros intensos
Físicos e ambientaisDesidratação, mudanças climáticas ou de pressão, esforço intenso
Uso excessivo de medicamentosUso frequente de analgésicos ou triptanos

Como os hormônios têm grande influência — especialmente quando as crises acompanham o ciclo menstrual — algumas pessoas pedem ao médico que solicite exames para medir o nível do hormônio estradiol. O estresse é outro gatilho poderoso e, para avaliar seus efeitos a longo prazo, o médico pode solicitar um exame de cortisol no sangue.

Enxaqueca versus outras dores de cabeça

Como a palavra "dor de cabeça" é muito ampla, é útil comparar a enxaqueca com outros dois tipos comuns: a cefaleia tensional e a cefaleia em salvas. A tabela abaixo destaca as principais diferenças.

RecursoEnxaquecaCefaleia tensionalCefaleia em salvas
Tipo de dorPulsátil, latejantePressão surda, como uma faixa apertadaIntensa, em queimação, perfurante
LocalizaçãoGeralmente em um ladoNos dois lados, na testa ou na nucaAo redor ou atrás de um olho
Duração4 a 72 horas30 minutos a 7 dias15 minutos a 3 horas, em salvas
Outros sintomasNáusea, sensibilidade à luz e ao som, às vezes auraPouca ou nenhuma náuseaLacrimejamento, coriza, agitação
Efeito do movimentoGeralmente piora com atividade físicaGeralmente não pioraA pessoa costuma andar de um lado para o outro ou se balançar

Pressão arterial muito alta também pode causar dor de cabeça, por isso, quando os valores estão elevados, é útil entender a relação entre pressão alta e dores de cabeça.

Como a enxaqueca é diagnosticada

Nenhum exame de sangue ou de imagem consegue confirmar uma enxaqueca. O diagnóstico é clínico, ou seja, o médico o faz com base no histórico do paciente e em um exame físico e neurológico. Ele vai perguntar com que frequência as crises ocorrem, quanto tempo duram, como é a dor e o que melhora ou piora o quadro. Critérios amplamente utilizados da Classificação Internacional das Cefaleias orientam esse processo.

Os exames servem principalmente para descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. Exames de sangue não diagnosticam enxaqueca, mas podem revelar fatores contribuintes e condições que imitam a doença. Problemas na tireoide podem desencadear dores de cabeça, por isso o médico pode solicitar um exame de hormônio estimulante da tireoide (TSH). Contagens baixas de glóbulos vermelhos podem causar dor de cabeça e cansaço, e os exames de sangue podem revelar a anemia e suas causas. Quando os sintomas sugerem desequilíbrio de líquidos ou sais, o médico pode solicitar um painel de eletrólitos. Níveis baixos de vitamina D têm sido associados à dor de cabeça em algumas pessoas, por isso você pode pedir ao médico que verifique um exame de vitamina D (25-OH) no sangue. Durante a consulta, o médico também pode medir a pressão arterial, examinar o fundo dos olhos e testar reflexos e coordenação para confirmar que o sistema nervoso está funcionando normalmente. Exames de imagem do cérebro, como a ressonância magnética, são reservados para casos com características incomuns ou sinais de alerta — não para a enxaqueca típica.

Quando procurar um médico: sinais de alerta para dor de cabeça

A maioria das enxaquecas não é perigosa, mas certos sinais podem indicar um problema mais grave e exigem atendimento médico urgente.

Sinal de alertaPor que isso importa
Dor de cabeça em trovoada (a pior da vida, que atinge o pico em segundos)Pode indicar sangramento dentro ou ao redor do cérebro
Uma dor de cabeça nova ou diferente que começa após os 50 anosAumenta a possibilidade de outra causa subjacente
Febre com rigidez no pescoçoPode indicar meningite
Fraqueza, dormência, dificuldade para falar ou perda de visãoPode indicar um AVC
Dor de cabeça após uma pancada na cabeçaRequer avaliação para sangramento ou concussão
Dor que piora progressivamente ao longo de dias ou semanasMerece investigação adicional

Se algum desses sinais aparecer, procure atendimento de emergência em vez de esperar a dor de cabeça passar.

Tratamentos e manejo da enxaqueca

O tratamento da enxaqueca tem dois objetivos: aliviar as crises rapidamente (tratamento agudo) e reduzir a frequência com que elas ocorrem (tratamento preventivo). A combinação ideal depende da frequência e do impacto das crises, além das outras condições de saúde de cada pessoa.

Tratamentos agudos para interromper uma crise

  • Analgésicos comuns, como ibuprofeno, naproxeno, aspirina ou paracetamol, tomados o mais cedo possível.
  • Triptanos, uma classe de medicamentos com prescrição que age especificamente na enxaqueca.
  • Gepants (por exemplo, ubrogepant e rimegepant) e ditans (lasmiditan), opções mais recentes que podem ajudar quando os triptanos não são indicados.
  • Medicamentos antieméticos para aliviar a náusea e ajudar outros remédios a fazer efeito.

Usar medicamentos para crises com muita frequência — mais de cerca de 10 a 15 dias por mês — pode levar à cefaleia por uso excessivo de medicamentos, por isso é importante registrar quantos dias você os utiliza.

Tratamentos preventivos para reduzir as crises

A prevenção é indicada quando as crises são frequentes, prolongadas ou difíceis de tratar. As opções incluem:

  • Medicamentos para pressão arterial, como os betabloqueadores.
  • Certos antidepressivos, por exemplo a amitriptilina.
  • Alguns anticonvulsivantes, como o topiramato.
  • Anticorpos monoclonais anti-CGRP, administrados por injeção.
  • Atogepant e rimegepant, gepants usados como comprimidos preventivos.
  • Injeções de toxina botulínica para enxaqueca crônica.
  • Abordagens não medicamentosas, incluindo exercício físico regular e dispositivos de neuromodulação.

Últimos avanços científicos

O tratamento da enxaqueca mudou muito nos últimos anos, principalmente porque os pesquisadores aprenderam a agir sobre o CGRP, a molécula sinalizadora envolvida nas crises. Veja o que estudos recentes indicam, em linguagem simples.

Anticorpos anti-CGRP para prevenção

Os anticorpos injetáveis contra o CGRP (erenumabe, fremanezumabe, galcanezumabe e eptinezumabe) bloqueiam essa via da dor para prevenir as crises. Uma metanálise em rede de 2026, que reúne vários estudos para comparar tratamentos, analisou a enxaqueca episódica e concluiu que esses anticorpos atuam de forma bastante semelhante para reduzir o número de dias com enxaqueca por mês. O que isso significa para você: se um desses medicamentos for uma opção, a escolha geralmente depende do esquema de dosagem, dos efeitos colaterais e do custo, e não de grandes diferenças de eficácia. Uma revisão sistemática de 2025 também relatou que muitas pessoas continuam usando esses anticorpos a longo prazo e os toleram bem, o que é tranquilizador para quem precisa de um tratamento preventivo por anos.

Orientações mais claras sobre prevenção

Em 2025, o American College of Physicians, uma das principais entidades profissionais dos Estados Unidos, publicou orientações atualizadas sobre medicamentos preventivos para enxaqueca episódica na prática clínica do dia a dia. O documento recomenda começar pelas opções mais bem estudadas e acrescentar medicamentos baseados em CGRP quando as primeiras escolhas não funcionam ou não são toleradas. Uma meta-análise em rede anterior, que comparou os medicamentos preventivos entre si, ajudou a embasar esse tipo de decisão. O que isso significa para você: agora existe um caminho mais claro e passo a passo que seu médico pode seguir, tornando a busca por um tratamento preventivo menos baseada em tentativa e erro do que antes.

Gepants que tratam e previnem

Os gepants são comprimidos que bloqueiam o CGRP. Alguns, como o atogepant e o rimegepant, já podem prevenir as crises, não apenas interrompê-las. Um estudo de vida real de 2025 sobre o atogepant tomado diariamente acompanhou pacientes em clínicas comuns (uma coorte, ou seja, um grupo monitorado ao longo do tempo) e constatou que ele reduziu os dias de enxaqueca por mês, confirmando o que estudos anteriores já haviam mostrado. Um estudo separado de um ano com rimegepant tomado em dias alternados para prevenção relatou benefício contínuo e boa segurança ao longo de 12 meses. O que isso significa para você: para algumas pessoas, um único medicamento pode tanto tratar quanto prevenir a enxaqueca, o que pode simplificar a rotina diária.

Dispositivos que acalmam os nervos

Os dispositivos de neuromodulação estimulam suavemente os nervos com pulsos elétricos ou magnéticos leves, sem o uso de medicamentos. Em 2025, a Sociedade Internacional de Cefaleia publicou diretrizes baseadas em evidências sobre dispositivos de neuromodulação não invasiva para o tratamento e a prevenção da enxaqueca, e uma revisão de 2025 descreveu como essas ferramentas estão sendo usadas em mais situações do que antes. O que isso significa para você: se você não pode tomar ou prefere evitar certos medicamentos — por exemplo, durante a gravidez —, um dispositivo pode valer a pena ser discutido com seu médico. Muitos desses achados são promissores, mas ainda estão em desenvolvimento, e nenhum tratamento único funciona para todos.

Conviver com a enxaqueca e a prevenção

Além dos medicamentos, hábitos diários podem reduzir a frequência e a intensidade das crises.

  • Mantenha rotinas regulares de sono, alimentação e hidratação, já que mudanças bruscas são gatilhos comuns.
  • Identifique e, sempre que possível, limite seus gatilhos pessoais usando um diário de dores de cabeça.
  • Controle o estresse com atividade física regular, técnicas de relaxamento ou terapia cognitivo-comportamental.
  • Corrija níveis baixos de magnésio por meio da alimentação ou de suplementos quando indicado, e aprenda a reconhecer os sinais de deficiência de magnésio.
  • Trate os problemas de sono, pois dormir mal tanto desencadeia quanto resulta da enxaqueca. Quando ronco alto e sonolência diurna estão presentes, um especialista pode diagnosticar apneia obstrutiva do sono.

O apoio da família, dos empregadores e, quando necessário, de profissionais de saúde mental também ajuda as pessoas a lidar com uma condição que pode ser muito isolante.

Glossário

PrazoDefinição
AuraSintomas neurológicos temporários e reversíveis, frequentemente visuais, que podem aparecer antes ou durante uma enxaqueca.
CGRPPeptídeo relacionado ao gene da calcitonina, uma molécula do sistema nervoso que ajuda a transmitir a dor da enxaqueca; muitos tratamentos novos atuam bloqueando-o.
PródromoA fase de alerta precoce antes da dor de cabeça, com sinais como bocejo, desejos alimentares ou mudanças de humor.
Pós-dromoA fase de recuperação após a dor, frequentemente descrita como uma ressaca da enxaqueca.
Nervo trigêmeoUm importante nervo facial envolvido na geração da dor da enxaqueca.
FotofobiaSensibilidade aumentada à luz durante uma crise.
FonofobiaSensibilidade aumentada ao som durante uma crise.
TriptanoClasse de medicamentos prescritos usados para interromper uma crise de enxaqueca assim que ela começa.
GepantUm tipo mais recente de medicamento que bloqueia o CGRP e pode tratar ou prevenir a enxaqueca.
Enxaqueca crônicaDor de cabeça em 15 ou mais dias por mês durante pelo menos três meses.

Perguntas frequentes sobre enxaqueca

Quais são os sintomas mais comuns da enxaqueca?

O sinal clássico é uma dor de cabeça latejante ou pulsátil, geralmente em um lado da cabeça, que piora com o movimento. Muitas pessoas também sentem náusea e ficam sensíveis à luz, ao som e, às vezes, a cheiros. Algumas percebem sinais de alerta com antecedência, como bocejo, vontade de comer certos alimentos ou mudanças de humor, e cerca de uma em cada quatro pessoas apresenta aura com distúrbios visuais ou sensoriais. Após a dor diminuir, uma sensação de cansaço e névoa mental pode persistir por um ou dois dias.

Qual é a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça comum?

A cefaleia tensional geralmente se manifesta como uma pressão constante, de leve a moderada, nos dois lados da cabeça, e raramente impede você de continuar com suas atividades do dia a dia. A enxaqueca costuma ser mais intensa, frequentemente unilateral e pulsante, e vem acompanhada de outros sintomas, como náusea e sensibilidade à luz e ao som. As crises de enxaqueca também tendem a durar mais tempo e muitas vezes obrigam a pessoa a descansar em um quarto escuro e silencioso.

O que desencadeia uma enxaqueca?

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem estresse, refeições puladas, desidratação, sono irregular ou de má qualidade, alterações hormonais relacionadas à menstruação, luzes fortes ou piscantes, cheiros intensos, álcool e mudanças bruscas no consumo de cafeína. Variações climáticas e de pressão atmosférica também afetam algumas pessoas. Um único gatilho pode não ser suficiente por si só; muitas vezes, vários se combinam. Manter um diário de dores de cabeça por algumas semanas é a melhor forma de identificar seus gatilhos pessoais.

Como é uma enxaqueca com aura?

A aura é um conjunto de sintomas neurológicos temporários que geralmente se desenvolvem ao longo de alguns minutos e duram menos de uma hora. O tipo mais comum é visual: linhas em zigue-zague cintilantes, flashes de luz ou um ponto cego que se desloca pelo campo visual. Algumas pessoas sentem formigamento ou dormência que se espalha pelo braço, ou têm dificuldade para encontrar palavras. A aura costuma aparecer logo antes da dor de cabeça, mas pode ocorrer sem dor. Sintomas visuais novos ou repentinos devem sempre ser avaliados por um médico.

Qual é o melhor tratamento para enxaqueca?

Não existe um único tratamento ideal, pois a escolha certa depende da frequência e da intensidade das crises. Crises leves e ocasionais podem responder a analgésicos vendidos sem receita, tomados logo no início. Crises mais incapacitantes geralmente exigem opções com prescrição médica, como triptanos, gepantes ou ditanos. Quando as enxaquecas são frequentes, um tratamento preventivo — tomado regularmente para reduzir as crises — pode ajudar, desde comprimidos e injeções até dispositivos de neuromodulação. Um médico pode elaborar um plano adequado ao seu histórico.

Exames de sangue podem diagnosticar enxaqueca?

Não. A enxaqueca é diagnosticada clinicamente, com base nos seus sintomas e no exame físico, e não por meio de exame de sangue ou de imagem. No entanto, os exames de sangue ainda são úteis para descartar outras condições que podem causar ou agravar as dores de cabeça, como problemas na tireoide, anemia, desidratação ou níveis baixos de certos minerais. Entender esses resultados pode ajudar você e seu médico a ter uma visão mais completa do que está por trás das suas dores de cabeça.

Fontes

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